Maior grupo de capoeira do mundo comemora 50 anos

Grupo Cordão de Ouro – Foto: Fabio Augusto – Divulgação

Grupo Cordão de Ouro – Foto: Fabio Augusto – Divulgação

Grupo Cordão de Ouro está presente em 80 países

Em sua admirável trajetória trilhada ao longo das últimas cinco décadas, a Associação de Capoeira Cordão de Ouro viu o sonho de dois amigos (Mestre Suassuna e Mestre Brasília) crescer e ganhar visibilidade internacional, em prol do ensino e da difusão esportiva e cultural da capoeira.

Para celebrar o cinquentenário, o grupo programou uma semana especial que acontecerá de 9 a 13 de agosto, em São Paulo.

O evento terá inúmeras atrações abertas ao público como aulas, apresentações, shows, debates, lançamento de CD e DVD e a participação de convidados estrangeiros.

Entre os destaques está o lançamento dos livros “Mestre Suassuna – Zum,zum,zum, Cordão de Ouro”, do Mestre Boca Rica, que narra a história do mestre Suassuana e do próprio Cordão de Ouro e do livro “Livro Mandinga em Manhattan” da  escritora e fotojornalista Lucia Correia Lima.

Uma história de superação e perseverança.
Eram tempos difíceis em que o país passava um dos seus períodos mais sombrios, no final dos anos 1960.

A capoeira, assim como outras expressões populares e culturais, enfrentava dificuldades para ganhar novos horizontes, principalmente em algumas regiões.

Mas isso não intimidou o mestre Reinaldo Ramos Suassuna.

Juntamente com o amigo Mestre Brasília, ele fundou, em 1 de setembro de 1967 ,a Associação de Capoeira Cordão de Ouro e, na sequência, a primeira academia.

A inspiração para o nome veio do refrão de uma música que tocou nos festivais daquele ano. Além disso, remetia a Besouro Cordão de Ouro, um capoeirista anterior às divisões Angola e Regional, modalidades que os mestres ensinavam.

Após um curto período de trabalho em conjunto, o Mestre Brasília decidiu fundar seu próprio grupo, o São Bento Grande.

Mestre Suassuna que estava há pouco tempo em São Paulo, vindo de sua cidade natal (Itabuna) na Bahia, continuou com suas atividades em sua primeira academia na capital paulista.

Era uma rotina intensa de apresentações, onde ele mostrava as técnicas do jogo e luta, aprendidas durante a infância e adolescência em terrenos de capoeira em Salvador.

A Capoeira Cordão de Ouro rapidamente se transformou em celeiro de talentos e logo começou a revelar os seus primeiros bambas.

Nomes importantes como Lobão, Esdras Filho, Tarzan, Belisco, Almir das Areias, Caio tiveram seus primeiros ensinamentos lá.

Com atuação primorosa, o Mestre Suassuna passou a ser visto como referência e foi responsável por formar diversas safras de mestres e equipes de capoeiristas, não apenas no Brasil.

Ao longo dos anos, ele sempre focou em aperfeiçoar ainda mais o seu trabalho, por exemplo, com inovações como o Jogo do Miudinho.

Nos 50 anos de existência, o Cordão de Ouro e, sem dúvida, o Mestre Suassuna, imprimiram com louvor um legado importante na história da capoeira mundial.

Atualmente, o grupo atua com diversas filiais no Brasil e no exterior presente em mais de 50 países,com cerca de 70 mil praticantes no mundo, mantendo a capoeira em um nível altamente técnico, interagindo velocidade, agilidade, elasticidade, criatividade, música e malícia, sem esquecer suas raízes.Hoje a Capoeira é praticada por crianças, jovens e adultos e inclusive deficientes. Ela promove a inclusão de inúmeros jovens em situação de risco social propondo ainda uma profissionalização dos mesmos.

http://grupocordaodeouro.com.br

Serviço
“Dia de Ouro da Cordão – 50 anos”
Data: de 10 a 12 de agosto de 2017 – 9h30
Ingresso: R$150,00 (inscrição para participante – Mestres e Capoeiristas) e grátis para o público
Local: Clube ADC Eletropaulo (Rua Peixe Vivo, 155 – Santa Helena, São Paulo – SP)

Mestre Suassuna – Foto: Fabio Augusto – Divulgação

Mestre Suassuna – Foto: Fabio Augusto – Divulgação

Cantora Daniela Mercury comemora 50 anos em famoso restaurante em São Paulo

Após o show que a cantora Daniela Mercury realizou na noite da última sexta-feira (31), na casa de espetáculos Teatro J. Safra em São Paulo, a cantora festejou seus 50 anos na madrugada deste sábado, 1º, ao lado da mulher, a jornalista Malu Verçosa, familiares e amigos, no conceituado restaurante Paris 6, em São Paulo.

Daniela chegou ao restaurante com um vestido longo e decotado, extremamente simpática, acenou para os fãs e posou para os fotógrafos ao lado da Malu. O bolo da aniversariante era bem colorido, decorado com notas musicais e um microfone dourado em cima.

Crédito das Fotos: Eduardo Martins / Azzi Agency – Divulgação

Daniela Mercury e Malu Verçosa

Daniela Mercury

Na expectativa de lançar novo álbum e turnê, Rolling Stones celebram 50 anos…

 

Dos shows em pequenos clubes de blues na capital londrina até o infalível sucesso comercial, os Rolling Stones, a banda de maior longevidade na história do rock, completa nesta quinta-feira 50 anos de sua primeira apresentação oficial.

Fundado em abril de 1962, o lendário grupo de Londres fez seu show de estreia no dia 12 de julho daquele mesmo ano no mítico Marquee Club, época em que o vocalista Mick Jagger tinha apenas 18 anos.

Meio século e algumas mudanças depois, a formação composta por Jagger, Keith Richards (guitarra), Ronnie Wood (baixo) e Charlie Watts (bateria) se mantém viva com alguns projetos, embora separadamente.

Para celebrar essas cinco décadas em que o grupo vendeu mais de 200 milhões de cópias, com 24 álbuns lançados, os Stones voltam a se reunir nesta quinta para lançar o livro que revisa toda essa trajetória através de emblemáticas fotos.

Além de imagens – algumas tiradas por Philip Townsend, autor das primeiras fotos da banda, o livro ‘The Rolling Stones: 50’ também conta com materiais inéditos do grupo que foram selecionado pelos próprios músicos.

A obra, que inclui 700 imagens (300 coloridas), ainda conta com muitas fotos extraidas do arquivo do tablóide britânico ‘The Daily Mirror’ – dono da maior coleção de jornal de fotografias dessa banda. O livro fotográfico, segundo os próprios musicos, ‘narra a história de 50 anos fantásticos’.

A sucessão de instantâneas das ‘Satânicas Majestades’ – autores de verdadeiros hinos do rock, como ‘(I Can’t Get No) Satisfaction’, ‘Sympathy for the Devil’ e ‘Gimme Shelter’ – documenta a trajetória de sucesso de uma formação que conseguiu ter a crítica aos seus pés com sua música, sua estética e sua atitude provocadora.

Além do lançamento do livro, que contará com a presença dos musicos, a Somerset House de Londres também abrigará uma exposição fotográfica com material inédito. Essa mostra, que também documenta esse meio século de sucesso dos Stones, terá entrada gratuita e será aberta ao público a partir de sexta.

Para marcar a ocasião, os Stones também apresentaram um novo logotipo: um desenho feito por Shepard Fairey, artista fetiche entre os roqueiros, que remodelou sutilmente a boca que identifica a banda há anos.

Fairey, autor do famoso pôster de Barack Obama e autor de inesquecíveis capas, acrescentou um círculo ao redor da sugestiva boca vermelha com o lema ‘Os Rolling Stones/Fifty Years’, incorporando o número 50 entre o nome do grupo.

Ao longo desses 50 anos, os Stones levaram muitos prêmios, acumularam muitos shows lendários e foram incluídos, em 1989, no Hall da Fama do Rock and Roll. Em 2004, eles também ocuparam o quarto lugar na classificação dos 100 maiores artistas de todos os tempos da prestigiada revista ‘Rolling Stone’.

Outra publicação, a britânica ‘Q’, considera que os autores dos cultuados ‘Beggars Banquet’ (1968), ‘LeT It Bleed’ (1969), ‘Sticky Fingers’ (1971) e ‘Exile on Main St.’ (1972) são uma ‘das 50 bandas que tem que se ver antes de morrer’.

Agora, 50 anos de sucesso de depois, sua legião de fãs aguarda a possibilidade dos Stones realizarem um novo álbum e uma nova turnê em 2013, algo que Richards e Jagger já chegaram a comentar, apesar da desgastada relação que há entre os musicos atualmente.

Aparentemente, as desavenças entre Jagger, tido como um ‘playboy’ pela imprensa britânica, e Richards, visto como um rebelde e dono da mais pura essência do rock, se agravaram após o lançamento da biografia de Keith Richards – ‘Life’ (2010) -, onde o guitarrista não fez questão de medir as palavras ao se referir ao companheiro.

A última turnê mundial dos Stones, intitulada ‘A Bigger Band’, foi iniciada em 2007, apresentado 147 shows em 118 cidades e vendendo 4,5 milhões de entradas em dois anos.

O que parece ser claro é que, 50 anos depois daquele primeiro show oficial, os Stones são devidamente capazes de assumir um rótulo único: a banda com maior longevidade na história do rock.