Refugiado da Síria realiza sonho de cursar engenharia civil

Aos 22 anos, o jovem sírio – Bashar Frzly, poderia ter um futuro bem diferente do que escolheu. Refugiado da Síria, Bashar escolheu Barretos para morar e buscar a realização de um sonho, ser engenheiro civil, uma vez que na Síria quem escolhe a formação profissional dos estudantes é o governo.  Desde sua chegada no Brasil, o jovem se dedica a romper a barreira do idioma, porém com o auxílio de familiares e professores, Bashar já mostra habilidade na língua portuguesa, garantindo aprovação em vestibular e consequentemente vaga no curso de engenharia civil do Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos (Unifeb) .

Bashar Frzly chegou no Brasil em 8 de fevereiro de 2014, na época tinha duas opções de destino, mas escolheu Barretos para morar, onde reside com uma tia. Apesar da diferença cultural, Bashar conta que o principal desafio na busca pelo sonho foi o domínio da língua portuguesa, por isso fez cursinho preparatório para vestibular e atualmente tem o apoio de uma professora de idiomas. Tamanho comprometimento culminou na aprovação do sírio em vestibular do Unifeb, tendo iniciado no curso, na última semana e já conhecido toda a infraestrutura do Centro Universitário, apresentada pelo coordenador do curso – Adhemar Watanuki.  Na Síria, cursou por um ano e meio faculdade de economia, por opção do governo, postergando assim seu sonho. Ele conta que tem mais dois irmãos e a dedicação para os estudos sempre foi motivada pelos pais.

Iniciada em 15 de março de 2011, a guerra na Síria força milhares de sírios a buscar abrigo em outros países. Bashar lembra, com alegria, da época em que o país onde nasceu não tinha guerra, “não havia violência, drogas. Era um país seguro. Hoje quem sai de casa não sabe se volta. Perdi muitos amigos e alguns familiares”, recorda Frzly, que antes de embarcar para o Brasil realizava trabalho social, atuando voluntariamente em entidade de acolhimento de crianças órfãs da guerra e também entidade voltada para idosos.

No Brasil, o que mais encantou o jovem sírio foi a acolhida, “aqui todos são iguais, não senti preconceito”, conta o jovem que estuda no período da manhã, trabalha a noite e já vê no Brasil um futuro promissor para a sua vida.

Fotos: Vanderlei Ribeiro.

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