Mãe de bebê morta em Bebedouro desabafa: “isso ainda mexe comigo”

Em 2012, uma bebê de dois meses e meio faleceu na cidade de Bebedouro e a notícia circulou nas grandes mídias da região, com isso oEnfoquemania também reblogou – repassou adiante sem ter autoria — a matéria sobre o ocorrido (leia a matéria clicando aqui).  Passaram-se dois anos desde a notícia e, nessa semana, a mãe da bebê nos procurou para realizar o seu desabafo sobre o caso e o quanto a matéria gerou e ainda gera desconforto aos pais.

Como reblogamos a matéria, sentimo-nos responsáveis em parte pelo desconforto que essa família sobreviveu nos últimos anos e achamos justo dar voz ao sofrimento dessa mãe. Não vamos revelar o nome da mãe por ser menor de idade ainda e evitar certos constrangimentos à mesma.

 Leia o desabafo da mãe:

“Minha bebê chamava-se Rillary Lauanny e tinha 2 meses e meio quando ela faleceu. A gente foi dormir por volta da meia-noite e quando acordei 4 horas da manhã  para dar de mamar para ela, eu percebi que ela já não estava respirando. Eu entrei em pânico e liguei para o resgate” -, afirma. “Eles tentaram reanimar ela, mas os bombeiro disse que pelo corpo ela devia ter entrado em óbito entre 1 e 2 horas da manhã . Eles levaram a minha bebê junto de minha mãe no resgate; eu e meu esposo, acompanhamos de carro” -, conta  a mãe.“Chegando lá (no hospital) o médico foi examinar ela e como não tinha marca aparente, nem de caído, nem afogado ele perguntou se a gente deixaria fazer laudo. Eu não entendi o porquê daquilo, pois ela estava rindo muito naquela noite, mas deixamos fazer o laudo”.

A mãe continua: “O guarda pediu o RG do meu marido apenas, pois eu tinha apenas quinze anos, segundo me disseram; nesse momento também uma enfermeira disse que não adiantava a gente ficar no hospital, que era para a família correr atrás de providenciar o velório porque o corpo só ia chegar depois do meio-dia” -, detalha.

“Eu entrei em estado de choque. Minha família me trouxe sedada de calmante. Meu marido correu atrás de túmulos, essas coisas e na correria esqueceu a carteira lá de tão desorientado. Desse dia em diante a nossa vida virou um tormento porque o povo começou a falar coisas com desconfianças, dando a entender que a gente tinha alguma culpa na morte. Que ela tinha morrido asfixiada. Nós não matamos a nossa filha” -, diz. “Até ameaças nós sofremos aqui no bairro, depois das matérias no ar” – conta.

“Tenho guardado o jornal em que saiu a matéria. A rádio ficou um bom tempo metendo o pau na situação” -, diz em tom inconformado.“Procurei a rádio e me explicaram que apenas reproduziram o que estava escrito nos jornais e internet. A gente até deixou tudo quieto, mas nessa semana, algumas pessoas começaram a repostar as matérias no Facebook e isso está mexendo comigo. Aproveitaram o tumulto do Jardim União para remexer nesse caso só porque moramos no bairro e então para resolver tudo isso, nós estamos procurando a mídia para mostrar o laudo: ela morreu de morte natural” -, diz. “Até hoje por falta de esclarecimento as pessoas me param na rua pra perguntar se a minha filha morreu afogada. Isso tem me perseguido” -, lamenta.

“Estamos casados há seis anos e nesse período tive três gravidez. A primeira foi a minha filhinha que faleceu. Depois, eu sofri um aborto espontâneo e, agora tenho mais uma filhinha  que está com três meses e estamos muito feliz com a nossa bebê. Porém ainda ficam as consequências. Onde meu marido vai ele é julgado injustamente sobre o caso. A gente percebe nas pessoas como nos olham. Nem emprego ele está conseguindo. Só eu sei a dor que carrego na alma. Aquela noite não sai da minha cabeça de forma alguma. Só queria que as pessoas entendessem o que ocorreu de verdade e que esse assunto não fosse mais tocado” -, afirma a mãe.

“Ela nasceu dia 3 de fevereiro e faleceu dia 16 de abril de 2012. Eu precisava muito desabafar e esclarecer esse caso e agradeço muito a vocês por ter dado esse espaço. De todo mundo que publicou essa matéria, vocês foram os únicos a ouvir o nosso desabafo. Só posso agradecer muito pelo trabalho de vocês. Nós acompanhamos o trabalho de vocês no Facebook e foi graças a essa página que conseguimos chegar até vocês. Muito obrigada, agradeço mesmo de coração” -, finaliza.

 LAUDO:

Abaixo, o laudo conclusivo indica que a criança não apresentava sinais de maus-tratos e tampouco apresentava sinais de asfixia, afogamento ou envenenamento.

SOBRE AS PUBLICAÇÕES:

Enfoquemania, devido à agilidade da internet trabalha com notícias em tempo real na maioria das vezes. Nem sempre as informações que envolvem os casos estão disponíveis e apuradas corretamente na velocidade da internet como laudos, perícias, depoimentos, etc. Dentro de nossa linha de trabalho, apenas queremos evidenciar os fatos e, possivelmente poderá ocorrer um erro aqui, outro ali, e obviamente, sempre haverão pessoas envolvidas mas, o nosso maior intuito é noticiar; por isso, é comum em nosso blog encontrar diversas postagem sobre um mesmo assunto que vão se atualizando conforme os casos vão se depurando. As fontes que nos informam também erram, mas isso tem sido em minoria.

Caso haja alguma matéria que tenha sido publicada sob nossa autoria ou até mesmo reblogada, como no caso acima e, que alguém se sinta desconfortável ou que o desfecho tenha sido diferente do que fora publicado, pedimos que entre em contato com a nossa redação através desse blog ou por mensagens “inbox” para que possamos abrir um espaço de correções e trazer a veracidade ao assunto.

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