Tabapuã, a primeira raça genuinamente brasileira, confirma presença na 54ª Expo Rio Preto

A entrada dos animais do Tabapuã na 54ª Expo Rio Preto será nos dias 16 e 17 de março, pesagem no dia 18 e julgamento nos dias 20 e 21.

tabapuã

Formada há 81 anos, a raça Tabapuã, com grande habilidade materna, docilidade, excelente conformação e acabamento de carcaça é, sem dúvida alguma, de grande valia para o desenvolvimento econômico do país. A raça é a mais testada em provas de ganho de peso oficializadas pela ABCZ e está representada hoje por mais de meio milhão de cabeças registradas e espalhadas por todo o território nacional.

O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Tabapuã, o rio-pretense Marcelo Ártico, aproveita para convidar a todos para conhecer a raça Tabapuã, que têm características importantes e interessantes para a pecuária de corteO “zebu in Brazil” é o TABAPUÃ

A entrada dos animais do Tabapuã na 54ª Expo Rio Preto será nos dias 16 e 14 de março, pesagem no dia 18 e julgamento nos dias 20 e 21.

Origens do Tabapuã

O Tabapuã é uma raça brasileira fruto de cruzamentos entre o gado mocho nacional e animais de origem indiana. Foi na década de 40, no município de Tabapuã (SP), que a raça assumiu as características que perduram até hoje.

Mas sua história começa em 1907 na região de Leopoldo de Bulhões, no estado de Goiás. O fazendeiro José Gomes Louza se interessou pelos reprodutores zebus e importou alguns animais da Índia. Os irmãos Saliviano e Gabriel Guimarães, de Planaltina, adquiriram três desses touros e iniciaram cruzamentos com o gado mocho de seu próprio rebanho. Dali surgiram os primeiros zebuínos mochos no Brasil. Em 1912, vários desses animais já eram expostos na Feira da Cidade de Goiás.

Já na década de 30, Lourival Louza, neto de José Gomes, se dedicou ao cruzamento desses animais com o Nelore e deu origem ao gado anelorado mocho ou baio mocho, como ficou conhecido. O sangue do Guzerá e do Gir foram introduzidos mais tarde e também fazem parte da formação do Tabapuã. Nos anos 40 o gado mocho começou a se espalhar por outras regiões. Júlio do Valle, proprietário da Fazenda São José dos Dourados, levou alguns desses animais de Goiás para São Paulo e presenteou o amigo Alberto Ortenblad, da Fazenda Água Milagrosa, em Tabapuã (SP), com um garrote zebuíno mocho.

O crescimento

Com interesse em desenvolver bovinos com melhores qualidades, a família Ortenblad criou em 1943 um planejamento zootécnico elaborado. Cem matrizes Nelore foram separadas para as experiências com o touro T-0, como foi chamado o garrote mestiço. Os trabalhos e resultados foram registrados em detalhes. Foi a partir desses cruzamentos que a coloração branco-acinzentada do Nelore predominou nos animais, que permaneceram sem chifres como o gado mocho.

Os bons resultados chamaram a atenção do mercado nos anos seguintes. Em 1970, o Ministério da Agricultura recomendou que o Tabapuã fosse incluído entre as raças zebuínas, ainda como “tipo”. A Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), então, foi encarregada de realizar o registro genealógico da espécie. Em dez anos, o Tabapuã precisaria mostrar através de análises e provas as características que o diferenciavam de outros zebuínos.  

O reconhecimento da raça

Entre 1970 e 1980, o Tabapuã ganhou 80% das pesagens de que participou e em 1981 foi definitivamente reconhecido como raça. O terceiro neozebuíno a ser formado no mundo, depois do Brahman e do Indubrasil. Por ser o primeiro entre esses a surgir a partir de um planejamento específico, o Tabapuã é considerado a maior conquista da zootecnia brasileira dos últimos cem anos. A raça Tabapuã têm características importantes e interessantes: o aspecto de ser mocho, precocidade, grande habilidade materna, docilidade, excelente conformação e acabamento de carcaça e permitindo efetuar estratégias eficientes para a pecuária de ciclo curto. Nota-se que existe uma vertente pelo tipo de pecuária que o Tabapuã comprova e possibilita.

Em 2014, o Agronegócio no Brasil apresentou evolução significativa nos seus distintos setores, fato que não foi diferente a raça Tabapuã, e os criadores tem muitos motivos para comemorar. Ao longo do ano foram realizados 30 leilões com faturamento acima de 8 milhões de reais, totalizando a comercialização de 685 machos com média de venda de R$6.230,00, bem como a venda de 838 fêmeas com média superior a R$4.980,00.
Além disso, a atividade de inseminação artificial obteve ganhos expressivos, superando cento e dez mil doses comercializadas com emprego significativo nos cruzamentos industriais.

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