Ministério da Saúde pode ampliar repasses para a Santa Casa de Barretos

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O prefeito de Barretos, Guilherme Ávila, se reuniu na quarta feira, 16 de outubro, em Brasília, com o ministro da Saúde Alexandre Padilha, quando apresentou uma avaliação da situação da Santa Casa de Barretos e pediu mais recursos federais para a instituição. O prefeito explicou que a Santa Casa tem atualmente um déficit financeiro mensal de R$700 mil e corre o risco de ter que suspender o atendimento à população por falta de recursos.

Durante o encontro, agendado graças ao empenho do deputado federal Vaz de Lima, o ministro se mostrou sensibilizado com a questão e ficou de ampliar o repasse de recursos dentro do Incentivo à Contratualização (IAC), além de destinar recursos da Rede da Atenção às Urgências e Emergências (RUE). Em contrapartida, a Prefeitura manterá o plano de implantação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas.

De acordo com o prefeito, que participou da reunião acompanhado do secretário municipal de Saúde Alexander Stafy Franco, a Prefeitura, como interventora da Santa Casa, apresentou toda a documentação e as avaliações que comprovam a situação financeira e a necessidade de elevação dos repasses. O aumento agora depende apenas do Ministério da Saúde. Quanto à implantação da UPA, cujo prédio já está concluído, o prefeito informou que a licitação para a compra de equipamentos, suspensa por causa da intervenção na Santa Casa, será reiniciada. “Vamos retomar a implantação da UPA, mas, como eu disse desde o início, a Prefeitura não tem como arcar com os custos da Santa Casa e da UPA. Só vamos abrir a UPA quando a questão do custeio da Santa Casa estiver resolvida”, disse.

Guilherme Ávila informou que na semana que vem a Prefeitura deverá divulgar o resultado da auditoria realizada na Santa Casa. Segundo ele, a dívida da instituição é de cerca de R$63 milhões, o que representa um peso a mais na busca de equilíbrio financeiro. Conforme disse, as primeiras reestruturações administrativas já começaram a apresentar resultados, como uma economia de R$100 mil com salários e encargos. Sobre a reestruturação do quadro de pessoal, disse que estão descartadas no momento novas demissões. “Tivemos que fazer 48 desligamentos, na parte administrativa, mas isso não afetou em nada o atendimento à população”, informou, acrescentando que o pagamento dos direitos trabalhistas dos demitidos já começou e deverá ser concluído até o final do mês.

Ao mesmo tempo em que conta com aumento dos repasses, a Prefeitura vai continuar a “fazer o dever de casa”, disse Ávila. As medidas incluem a renegociação de contratos de serviços terceirizados, de convênios com planos de saúde e de fornecedores. “Somente economizando não vamos conseguir resolver o problema, mas, junto com o aumento de repasses, pode ajudar a Santa Casa a atingir o equilíbrio financeiro”, avalia, informando que no momento a possibilidade de reajuste na tabela do SUS está descartada pelo Ministério da Saúde.

 

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