É ‘inaceitável’ a dimensão do crime organizado no país, diz ministro Cardozo

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O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, classificou nesta terça-feira (15) como “inaceitável” a atuação do crime organizado no Brasil. Ele comentou a atuação da facção criminosa que age dentro e fora dos presídios paulistas depois de o Ministério Público do estado de São Paulo ter denunciado 175 pessoas que atuam para o funcionamento da organização criminosa.

Segundo Cardozo, já existe uma troca de informações entre a Polícia Federal e o governo de São Paulo sobre as organizações criminosas, mas é preciso “fazer ainda mais”.

“No caso de São Paulo, especificamente, há um tempo atrás nós formamos uma agência de inteligência, aprofundamos a troca de informações entre os serviços de inteligência de São Paulo, seja da Polícia de São Paulo, seja do Ministério Público de São Paulo, com a Polícia Federal. Então, atuamos em conjunto, trocando informações e atuando. […] Agora, é evidente que nós precisamos cada vez fazer mais. É inaceitável que o crime organizado tome essa dimensão, que infelizmente toma não só no Brasil mas em vários paises do mundo”, disse o ministro após reunião no Conselho Nacional de Justiça para assinatura de acordo para reduzir o déficit prisional.

Gravações telefônicas autorizadas pela Justiça de São Paulo mostraram policiais colaborando com traficantes de drogas da facção em troca de propina. Nas interceptações telefônicas feitas em celulares, um criminoso que está nas ruas pergunta a um policial militar qual o valor da propina para soltar uma traficante presa na capital. Em outra conversa, um PM oferece ajuda para transportar a droga usando motos da própria corporação.

Segundo Cardozo, as autoridades estão “fechado o cerco” sobre as organizações criminosas.

“Nós temos já atuado bastante nessa área do enfrentamento das drogas e das organizações criminosas. Todas as organizações criminosas, claro, têm que ser enfrentadas. E nossos órgãos de inteligência atuam, colhem informações, e evidentemente nos dão indicações de ações. Tivemos muitas ações no período e até lamentavelmente um policial federal que recentemente num embate veio a falecer. E estamos cada vez mais fechando o cerco naquilo que nós podemos fazer em relação a essas organizações criminosas.”

Nesta segunda, o governo de São Paulo informou que usará dados da investigação do Ministério Público (MP) para punir policiais suspeitos de ajudar integrantes da facção que age dentro e fora dos presídios paulistas.

Escutas obtidas após três anos de investigações do MP sobre a quadrilha concluíram que o grupo controla 90% dos presídios de São Paulo. No mês passado, os promotores denunciaram 175 acusados à Justiça e pediram o isolamento dos 35 principais chefes do bando no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Todos os pedidos foram negados. O Ministério Público já entrou com recurso.

 

Fonte [G1]

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